sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Avaliação do Desenvolvimento de Mogno Consorciado


AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE MOGNO BRASILEIRO, CEDRO AUSTRALIANO E SERINGUEIRA  PLANTADOS  EM CONSÓRCIO NA REGIÃO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO  – SP.

M. S. Bernardes1; E. P.Guiducci2; G. M. V. Guidicci3
1
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, ESALQ – Universidade de São  Paulo  - Dept.
Produção Vegetal. Av. Pádua Dias, 11 – Cx. P. 09 - CEP: 13418-900 Piracicaba, SP – Brasil, E-mail:
2 e 3

msbernar@carpa.ciagri.usp.br;

Engenheiros agrônomos – Caixa Postal 25, CEP-15170-000,

Tanabi  – SP,  E-mail: guiducci@triline.com.br.

Resumo:

Este  trabalho teve  como  objetivo,  avaliar  o SAF composto por mogno  brasileiro,  cedro  australiano e seringueira na região  noroeste do Estado de São  Paulo. A seringueira foi plantada em fileiras duplas no   espaçamento  de   6,0m   x  2,5m   e   intercalada  com   fileiras   quádruplas  de   mogno   e   cedro (intercalados), no espaçamento 3,0 m x 2,0 m. Com a broca  dos  ponteiros foi controlada pela  Colacid (polibuteno+piretróide) razão porque o mogno  não  sofreu  injúrias.  Todas as avaliações são  iniciais e as plantas apresentam-se em  desenvolvimento pleno,  sendo que  o  cedro   australiano apresentou maior  média  de  DAP, seguido por seringueira e mogno;  sendo respectivamente: 4,88  cm, 4,21  cm e
4,14  cm, enquanto que  em  altura,  as maiores médias são  das  árvores de  seringueira, seguidas pelo cedro  e mogno, respectivamente: 4,6 cm, 4,0 cm e 3,7 cm.

Palavras-chaves:  Swietenia macrophylla King, Toona  ciliata,Hevea brasiliensis, broca  dos  ponteiros,
Hypsipyla grandella Zeller

1. INTRODUÇÃO
Na  Amazônia a  intensa exploração do  mogno  de  ocorrência natural  na  floresta  comprometeu sua reposição. Seu  alto preço  no mercado nacional e internacional, a demanda crescente do consumo de madeira  e   a   falta  de   controle   por  parte   das   autoridades  brasileiras, acabam  por  encorajar a exploração ilegal desta espécie. Sua  escassez é crescente e está em vias de extinção como  produto explorável. Tais  fatores indicam  que  o investimento em  plantações comerciais de  mogno  tende ser altamente interessante tanto  no quesito ambiental, quanto no comercial. Porém, a principal limitação ao  seu  cultivo deve-se ao  ataque da  "broca  dos  ponteiros", causada  pela  Hypsipyla  grandella Zeller que,   em  sucessivos  ataques,  induzem intensa brotação lateral,   impedindo   a  formação de  tronco aproveitável.   Diante  desse  desafio, como  alternativa de  cultivo  do  mogno  fora  de  sua   região  de origem   que   é  a  Amazônica, elaborou-se  um  sistema  agroflorestal (SAF)  composto  por  mogno brasileiro,  cedro  australiano e seringueira. O cedro,  resistente ao ataque da broca,  atrai cerca de 80% das  posturas, cujas  lagartas daí  eclodidas acabam por  morrer  após a  ingestão de  folhas.  É  uma árvore  da mesma família do mogno, de origem  na Ásia e Oceania, que  é resistente ao seu  ataque e atrai  cerca de  80%  das  posturas, cujas  lagartas daí  eclodidas, acabam por  morrer;  torna-se planta isca   e  fonte  de  renda via  madeira nobre. Juntamente  com  a  Colacid,   uma   mistura   de  cola  de polibuteno   e  um  inseticida piretróide,   aplicado na  fase   inicial  de  cada brotação do  mogno, pode garantir  100%  de  controle  (Ohashi et.  al. 2008).  A seringueira entra  neste SAF como  alternativa de cultura  explorável em  médio  prazo  podendo, se bem  conduzida, começar a gerar  receita a partir do sexto  ano  da implantação, através da extração e venda de borracha natural. A região  Norte do Estado de  São  Paulo  é o principal pólo de  produção de  borracha natural  do Brasil e onde  estão localizadas as principais  empresas compradoras da  matéria-prima. O objetivo  do  trabalho foi avaliar  o desenvolvimento das  três espécies em consórcio na região  de São  José do Rio Preto  – SP.

2. METODOLOGIA
O trabalho foi instalado na  Propriedade particular  do Sr.  Nelcindo  Gonzáles em  Talhado, distrito de São  José do Rio Preto  – SP,  há cerca de 450 km ao noroeste da capital  paulista. O clima da região  é tropical  de  altitude,  com  inverno  seco e ameno (temperatura média  do mês  mais  frio superior a 18° C), temperatura média  anual  de  25,33°C  (Koeppen Aw). Precipitação média  anual  em torno de  1200 mm.  O terreno possui uma  declividade média  e  as linhas  de  plantio  acompanharam as curvas de nível.  O sistema agroflorestal foi estabelecido numa  área total  de  27  ha  da  propriedade, de  forma seqüencial, onde  primeiro foi realizado o plantio da seringueira, depois o do mogno  e, em seguida, o

do  cedro.  No projeto,  o mogno  e  o cedro  deveriam ter  sido  plantados após um  ano  do  plantio  da seringueira.  Porém,  o   cronograma  foi  alterado,  e   o   plantio   dessas  espécies  foi  antecipado aproveitando o  início  do  período chuvoso, de  forma  que:  1)  em  março   2007  foram  plantadas as mudas de seringueira (mudas enxertadas com o clone  RRIM 600 com porta-enxerto de 12 meses, na densidade de  400  plantas/ha); 2) em  novembro de  2007,  realizou-se o plantio  do  mogno  brasileiro (mudas com  11 meses, desenvolvidas a partir de  sementes provenientes do Pará, na  densidade de
500  plantas/ha); 3)  em  dezembro 2007  plantou-se o  cedro   australiano (mudas desenvolvidas em tubetes com 5 meses de idade,  na densidade de 500 plantas de cedro/ha). O plantio de cada espécie obedeceu ao espaçamento esquematizado na Figura 1.




                                                                           



Tabela 1: Diâmetro  médio à altura  do peito (DAP), altura  média,  número e porcentagem de indivíduos e volume  em função  da classe de DAP para  o mogno.


















Figura 1 – Módulo da disposição das espécies no SAF.

Foram  programados desbastes aos  5, 10 e 20 anos do plantio,  objetivando gerar  receita e diminuir a densidade de  plantas na  área, permitindo  que  as plantas deixadas tenham maiores condições de  se desenvolver para  o corte raso  aos  30 anos.
As avaliações foram realizadas no dia 23/02/2009, em 4 parcelas contendo, cada uma,  10 plantas de cada espécie, dentro  de um módulo  do SAF, ou seja,  uma  parcela correspondeu a uma  área de 10m
x 14m,  abrangendo 5 plantas de  seringueira de  cada lado  e 20 plantas centrais sendo 10 mognos e
10  cedros. Cada parcela foi escolhida aleatoriamente na  área e  disposta em  níveis  diferentes do terreno, tentando abranger ao máximo as possíveis diferenças de fertilidade da área. Foram,  medidas a altura  de plantas (H), com régua graduada de 10 em 10 cm até  6,0m e o diâmetro à altura  de 1,20m acima  da  superfície do  solo,  considerado como  diâmetro à  altura  do  peito  (DAP),  com  auxílio  de paquímetro. Fez-se uma  distribuição de  freqüência em  classes  diamétricas e  de  altura  para  cada espécie,        com      amplitude      de      1,0cm      e      1,0m,       respectivamente.        A     partir       da      fórmula V=[(p*DAP2)/40000]*H*f (Oliveira et al. 2007),  foi calculado o volume  (V) obtido pela  seringueira aos
23 meses do plantio,  mogno  aos  15 meses do plantio  e cedro  aos  14 meses do plantio.  O fator de forma (f) usado foi igual a 0,7 para  as três  espécies. O controle  da broca  dos  ponteiros tem sido feito com aplicação de 2 pingos  de Colacid  (0,5g/planta), um na porção mediana e outro  na parte  final da brotação nova  das  plantas de  mogno  (Ohashi et. al. 2008),  com  rondas quinzenais no período mais quente e chuvoso e mensais no período mais  seco e frio. Todo e qualquer problema relacionado ao desenvolvimento das  plantas foi observado.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O controle  da  broca  iniciou-se  a  partir  dos  primeiros  ataques, cerca de  4 meses após o plantio  do mogno. As plantas atacadas foram  podadas logo abaixo  da  área afetada pela  broca  e reconduzidas

deixando apenas  um  broto  sadio  se desenvolver logo  abaixo  da  região  cortada. Esse ataque não chegou a atingir 0,5%  das  árvores devido  ao diagnóstico rápido  e aplicação da Colacid  desde então. Também,  7   meses  após  o   plantio   do   cedro   (julho/2008),   ocorreu  um   ataque  da   cochonilha Planococcus  citri  em   toda   a   área,  a   qual   foi  controlada  com   duas  aplicações  de   inseticida organofosforado, somente nas  plantas de cedro.  As rondas constantes na área permitem que  se faça também desbrotas freqüentes e controle  de formigas. A condução do fuste  tanto  do mogno  quanto do cedro  dar-se-á até  6 metros de  altura  através das  desbrotas de  ramos laterais, sendo que  a  partir dessa altura  as plantas terão  o desenvolvimento livre para  formarem suas copas. As perdas e falhas na área total do sistema, atribuída à mortalidade das  plantas, foi estimada em 3%.
Em  relação às classes diamétricas do  mogno, verificou-se que  89%  das  plantas encontram-se na faixa  de  3,1  a  5,0  cm  de  DAP. Quanto à  altura,  a  maior  parte  das  plantas de  mogno  concentra-se entre 3,3 e 3,8m.  Apenas 5% das  plantas atingiram  4,7m  em  média  (Tabela 1). Esses resultados de crescimento, sobrevivência e escape às pragas são similares ou superiores à maioria  dos  trabalhos consultados, entre   eles   os  de  Lopes   et  al.  (2000),  Matricardi  e  Abdala  (1994),  Menezes  (2003), Pereira e Fernandes (1998) e Silva et al. (2004).






no cedro,  as principais  classes diamétricas foram na faixa de 4,1 a 6,0 cm de DAP, representando
66%  das   plantas, sendo que  a  altura  dessas  plantas ficou  concentrada na  faixa  de  3,8  e  4,3m. Apenas 12% das  plantas apresentam altura  média  de 4,8m (Tabela 2).

 
Tabela 2: Diâmetro  médio à altura  do peito (DAP), altura  média,  número e porcentagem de indivíduos e volume  em função  da classe de DAP para  o cedro.












Nota-se que  as dimensões do cedro  são  maiores que  as do mogno, esclarecendo as diferenças de volume  total  de  0,235m³ para  cedro  e  0,138m³ para  mogno  indicando, possivelmente,  um  ciclo de corte mais precoce do cedro  em relação ao mogno.
Os   resultados  de   crescimento  da   seringueira  são   compatíveis  com   aqueles  observados  por Bernardes (1989)  com o mesmo cultivar. Na seringueira, como  o objetivo principal é a explotação de borracha natural, a  característica mais  expressiva observada é  a  uniformidade do  DAP, sendo que
72,5 % das  plantas encontram-se na classe de 4,1 a 5,0cm  de DAP e 2,5% na classe de 5,1 a 6,0cm de DAP.  (Tabela 3). Segundo Bernardes (2000),  a circunferência à altura  do peito (CAP- a 1,20m  do solo) mínima  de uma  árvore  para  entrar  em sangria é de 45cm.  Foi calculada a CAP para  as classes de  DAP,  através da  fórmula  CAP=DAPx3,1415, para  facilitar  a  observação dos  resultados. Sendo assim, projeta-se que  cerca de  75%  das  árvores de  seringueira estarão em  sangria no sexto  ano  de idade,   pois  essa  uniformidade em  DAP  tende a  se manter. A CAP  média  é  de  13,7  cm  para   as plantas de  4,1 a 5,0 cm de  DAP, como  se na  tabela 3. Todas as árvores de  seringueira estão formando copa  e, por enquanto, apresentam altura  média  superior a do mogno  e a do cedro.






 
Tabela  3:  Diâmetro  médio  à  altura  do  peito  (DAP),  circunferência média  à  altura  do  peito  (CAP),  altura  média,   número e porcentagem de indivíduos  e volume em função  da classe de DAP para  a seringueira.












As   três   espécies  apresentam  até   o   momento  alguma  complementareidade,   não   interferindo negativamente no  desempenho das   demais e  otimizando a  utilização  da  mão-de-obra e  recursos materiais. Os efeitos  biofísicos  entre  as espécies ainda  não foram avaliados.

4. CONCLUSÕES
1) O consórcio mogno, cedro  e  seringueira, tem  apresentado  funcionalidade agroflorestal na  região noroeste do Estado de São  Paulo;
2)   O   ataque  por   Hypsipyla    grandella  Zeller   foi  muito   baixo   não    limitou   o   crescimento  e desenvolvimento do mogno  brasileiro  que foi comparável ao dos  melhores resultado já relatados;
3)  O  cedro   australiano  apresentou  maior   desenvolvimento quando  comparado  com   o  mogno brasileiro;
4)   A   seringueira está   se   desenvolvendo dentro    dos    padrões  de    crescimento   de    plantios convencionais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bernardes, M. S. Efeito de métodos químicos de indução de copa  no desenvolvimento da seringueira (Hevea brasiliensis Muell. Arg. cv RRIM 600).  1989. 192p.  Dissertação (Mestrado em  Fitotecnica) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São  Paulo, Piracicaba, 1989. Bernardes, M. S. (ed.) Sangria da seringueira. (2 ed.rev.ampl.) Piracicaba: O editor, 2000.  405p. Lopes, J. C. A.; Jennings, S. B., Silva, J. N. M.; Matni, N. T. Plantio  em clareiras de exploração: uma opção para  o uso  e conservação do mogno  (Swietenia macrophylla King). Belém,  Embrapa/CPATU,
2000,  4p. (Comunicado técnico, 46)
Matricardi, E. A. T.; Abdala,  N. S. Mogno em Rondônia. Porto Velho, SEBRAE/RO, 1994,  63p. Menezes, J.  M. T. Aspectos silviculturais  de  componentes arbóreos de  sistemas  agroflorestais no Norte de Rondônia. 2003.  91p. Tese (Doutorado Produção Vegetal)  – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2003.
Pereira, R. da S.; Fernandes, W. T. Comportamento ecofisiológico do mogno  (Swietenia macrophylla, King), no município de Miguel Pereira-RJ. Floresta e ambiente, v.5, p.139-145, 1998.
Ohashi, O. S.; Silva, J. N. M.; Silva, M. F. G. F.; Costa, M. S. S.; Sarmento Jr, R. G.; Santos, E. B.; Alves, M. Z. N.; Pessoa, A. M. C.; Silva, T. C. O.; Bittencourt,  P. R. G.; Barbosa, T. C.; Santos, T. M. Manejo  Integrado da  broca  do mogno  Hypsipyla  grandella Zeller ( Lep. Pyralidae). Belém,  Convênio Embrapa/FCAP com apoio  do FUNTEC/SECTAM  e do BASA, 2008,  33p.
Oliveira,  T. K.; Luz, S.  A.; Santos, F. C. B.; Lessa, L. S.  Crescimento do  mogno  e  eucalipto como cercas vivas no Acre, Brasil. CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA: MANEJO DE AGROECOSSISTEMAS SUSTENTÁVEIS, Guarapari,   2007.   Resumo.   Guarapari:  ABA/INCAPER,
2007,  p-830-833.
Silva,  J.  A. da  ; Leite,  E.  J.;  Salomão, A. N.; Santos, I. R.  I. Banco  de  germoplasma de  espécies florestais nativas do  campo experimental sucupira mogno  (Swietenia macrophylla King) Meliaceae. Brasília,  2004.  50p.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mogno Brasil volta à atividade!

Bom dia à todos!!!

Blog Mogno Brasil volta com tudo!! Depois de muito estudo e plantios... chega a hora de voltar para as redes. Desculpe à todos pela demora em novas postagens... Isso será reparado à partir de hoje!

A partir desta semana, postagens quinzenais de conteúdo para vocês!!

Começemos com uma reportagem dos amigos do site " Mogno Brasileiro ":


Situação em junho/2012 do primeiro plantio realizado (Guanandi, Cedro Australiano e Mogno Brasileiro)

Olá companheiros que dão duro em seus projetos de plantio por todo o Brasil (e pelo que ando vendo pelos acessos de nossos visitantes, tem gente nos acompanhando no mundo inteiro!)
Faz algum tempo que não escrevo sobre o primeiro plantio que fizemos, então estão aí algumas fotos da atual situação (em junho/2012).
As primeiras fileiras, onde utilizamos mudas plantadas a partir de sacos plásticos grandes, estão bem maiores que as demais. Isso por certo aconteceu pelo fato de terem se desenvolvido muito bem quando novas. Suas raízes já estavam bem maiores que as mudas plantadas a partir de tubetes.
Os examplares mais próximo a cerca são os mais desenvolvidos e vieram de sacos plasticos grandes, quando mudas:
Árvores em torno de 4 metros em média. Algumas com 5 metros.
As mudas menores, plantadas a partir de tubetes e, claro, com desenvolvimento bem inferior com relação as de sacos plástico, podem ser notadas um pouco mais ao fundo, como mostra a foto abaixo:
Mudas mais ao fundo (plantadas a partir de tubetes), com desenvolvimento atrasado com relação as plantadas a partir de saquinhos plásticos
A irrigação parou de ser feita e soltamos gado na pastagem para assegurar um controle sobre o braquiária que cresce muito ao redor, principalmente em períodos de chuvas frequentes. Estamos assim com um pasto exatamente como queríamos: espécies de árvores nativas de bom valor agregado e em desenvolvimento, e o pasto ativo para utilização com gado. O terreno não está parado (atividade agrosilvopastoril).
Nesse momento houve rotação dos bezerros que estão engordando e não tirei fotos deles comendo… seria o ideal para ilustrar. Mas, é fato que esse braquiária está mais baixo por eles estarem comendo nesse piquete.
Abaixo outra foto das árvores em crescimento. A direita temos um eucalipto de uns 12 metros de altura. Queremos ver todas as árvore do tamanho desse eucalipto (com caule mais grosso que o do eucalipto, claro!)
Mogno Brasileiro com 5 metros. A direita, um eucalipto antigo que temos como referência de altura. Ele tem uns 12 metros.
Eventualmente realizamos adubações com NPK. Não fizemos mais adubações foliares. A praga do mogno (lagarta) não atacou nesse ano e as mudas atacadas no ano passado estão se recuperando muito bem. Tivemos uma quantidade expressiva de árvores atacadas pelo praga, mas poucas realmente vieram a morrer ao final. Agora com relação as formiga….putz…..as formigas………………..
Os Cedros Australianos foram e são atacados por formigas a todo o tempo… e SEMPRE fazemos controle. Mas a luta é grande e interminável. Como sempre digo: a gente dorme, mas as formigas não! Então tem que ficar experto e não vacilar. Tem que andar dentro da área plantada e jogar remédio, além de andar num bom perímetro fora da área.
Os Guanandis tem o crescimento muito lento, impressionante. Mas dentre os percentuais de perda de mudas, os Guanandis tiveram o menor. Com certeza é uma ótima opção de plantio para o cerrado brasileiro, apesar da demora no crescimento. Elas estão “em casa” aqui nos solos de Minas Gerais, pelo menos é o que percebo, e nada as atrapalha (pragas, etc). Inclusive nesse ano, mesmo com 2 metros de altura, já deram frutinhos! Foi bacana ver essa cena!
sistema de irrigação que fica ao lado desse plantio está sendo usado para outras finalidades. Os canos secundários da irrigação (que passavam no pé das plantas e gotejavam) foram retirados.
Bom. Essa é a situação do nosso plantio. Espero que tenham gostado das notícias. É bastante interessante ver as primeiras fotos do Blog com as mudas plantas e agora ver essas… A coisa está evoluindo!
Como havia citado em artigos anteriores, fizemos mais 2 plantios, ambos de Cedro Australiano. O primeiro não deu certo, pois optamos por um terreno inviável de utilizar irrigação e tivemos problemas sérios com cupins e formigas. Com era mais longe da casa e não demos a atenção necessária, perdemos praticamente tudo.
O segundo plantio de Cedro Australiano está indo até bem. Plantamos em um terremo próximo da casa onde ficamos, pedregulhado e também estamos fazendo algumas experiências. Não está tendo irrigação. Se der certo, talvez iremos plantar mais nesse tipo de terreno (pois lá em casa tem uma parte grande, morrada e de cascalho). Se tivermos sucesso, essa área será finalmente produtiva para a fazenda.
Em breve quero postar fotos desse último plantio de Cedro Australiano.
Abraço a todos e continuem conosco!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mogno Brasil agora dá consultoria para interessados

Bom dia para todos!!
Primeiro pesso-lhes desculpas pelo tempo que não fazemos novas postagens.
As notícias estão meio paradas, mas agora no fim do ano estou indo até a fazenda e farei várias fotos para vocês verem como está!!
gostaria de conta-los também, estamos fazendo consultoria sobre mogno, desde a semente até a venda da madeira, mas como ninguem vive de vento, estamos cobrando o valor de R$ 20,00 para responder à todas as suas dúvidas.
O valor é mais para a sobrevivencia do blog mesmo, não quero lucrar em cima de vocês, a intenção aqui é formar uma gama de experts em mogno, e conosco, voce se tornará.
PS: temos a fórmula do tao procurado COLACID. (R$ 50,00)
E também as informações sobre onde encontrar os ingredientes!!
Aos Interessados, favor enviar um email para mognobrasileiro@hotmail.com
Atenciosamente,
Mogno Brasil

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Reportagem com Antonio Seratti, o pioneiro do Mogno em Minas Gerais.

Ola pessoa, vejam essa reportagem com o Antonio Seratti, que foi o pioneiro com mogno em minas gerais.
http://www.youtube.com/watch?v=di1WEkz0FAk

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Venda de Mudas de Mogno !


Olá pessoal, agora comemoramos mais um ano vendendo mudas de mogno, então vou passar aqui também no blog, se alguem tiver interesse de adquirir, bom demais.














A primeira pergunta..
Porque o Mogno brasileiro e não o africano?! a resposta está aqui(leia todo o artigo) :

MOGNO BRASILEIRO
A MADEIRA DE OURO.

É O MELHOR INVESTIMENTO QUE VOCE PODE FAZER PARA QUEM TEM TERRA E NAO PODE GASTAR MUITO.
EU PLANTO MOGNO EM MINHA FAZENDA E RECOMENDO A TODOS!
POR FAVOR LEIAM COM ATENÇÃO O TEXTO ABAIXO.

o Mogno africano não é nem um pouco interessante pois está sendo atacado por uma praga desconhecida até então, se possivel leia essa reportagem inteira que voce irá entender:

NOTICIA BOMBASTICA SOBRE MOGNO AFRICANO!

Ataque de pragas nos pés de Mogno Africano - Khaya ivorensis em todo o Brasil!


PESQUISADOR DESCONHECE A PRAGA DO KHAYA IVORENSIS

De acordo com as quatro fotos mostradas abaixo, é possível ver a madeira deformada. A mariposa coloca seus ovos a noite que eclodem durante a noite; a sua lagarta fura e acaba atingindo a madeira e esta reage soltando uma gosma para fora do tronco.

A partir disso que surge o fungo que vai corroendo toda a casca do tronco, dificultando a seiva elaborada a não descer e começando a deformação da madeira. Dessa forma a madeira perde o seu grande valor comercial, já que ninguém compra madeira deformada.




Foto 01 - Pé de Khaya ivorensis atacado por praga: Foto 02 - Pé de Khaya ivorensis atacado por praga:
Praga em pé de Mogno Africano Praga em pé de Mogno Africano
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Aviso sobre ataque de pragas nos pés de Khaya ivorensis

Atualmente no Brasil todas as plantações de Khaya ivorensis são atacados por um grande número de pragas.

Para maiores detalhes colocamos a disposição uma foto tirada recentemente da plantação de Khaya ivorensis atacada por pragas.

As fotos foram tiradas em nossa propriedade.

Fonte: www.ufs.br


Foto 03 - Mariposa que ataca o Mogno Africano Khaya ivorensis a partir do terceiro ano e meio:
Foto 04 - Pé de Khaya ivorensis atacado por praga:

mariposa

Nas imagens abaixo é possível analisar o furo feito pela largata acima, nos pés de Khaya ivorensis. Quando chega a sair esta gosma para fora é porque a largata chegou a furar a madeira.

É no período da chuva que o fungo prolifera e vai corroendo toda casca, dificultando a seiva a descer, e é a partir desse momento que começa a deformação da madeira; como é possível verificar nas fotos dessa página.

Viveiristas e pesquisadores para enganar os produtores chegam a alegar que isso se trata de cancro cortex, dizendo que é apenas estético. O que não é verdade!

É possível pesquisar na internet sobre o assunto e analisar que isso é totalmente diferente ao ataque de praga nos pés de Khaya ivorensis. É possível ler mais a respeito do cancro em árvores nesse artigo:
http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo19.pdf

Fonte do artigo: ESALQ USP

Foto 05 - Furo em pé de Khaya ivorensis:
Furo da mariposa

Foto 07 - Ataque de praga em pé de Khaya ivorensis:
Furo da mariposa
Praga em pé de Mogno Africano

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Foto 06 - Furo feito pela mariposa em pé de Khaya ivorensis:


Furo da mariposa

Conheça estes pés de Khaya ivorensis
Caso tenha interesse em conhecer pessoalmente estes pés acima e outros na mesma situação, posso passar o contato do proprietário da fazenda.

É de extrema importância que as pessoas tenham o conhecimento do que ocorre com o Khaya ivorensis, permitindo assim um maior compartilhamento das informações a respeito da espécie.


Importantíssimo lembrar que o mogno brasileiro pode ser atacado pela broca, mas com os defensivos do Sr Antonio Serrati( pioneiro em minas com o mogno) a broca nao ataca as árvores de maneira alguma, prova disto é a sua propria fazenda, que, possui cerca de 12500 arvores de mogno brasileiro sem nenhuma broca e em segurança, eu ja conversei com ele e ele me convidou para visitar a propriedade e me ensinar tudo para que nao seja atacada também a plantação dos investidores e também a minha particular.

ALÉM DISSO O MOGNO AFRICANO É 40% MAIS BARATO NA HORA DE VENDER!!!
EU QUASE PLANTEI O AFRICANO EM MINHAS TERRAS POR OUVIR OS OUTROS E NAO IR ATRÁS DE ARTIGOS REAIS, E NAO PELO ACHISMO DAS PESSOAS.
QUEM ENTENDE DO ASSUNTO SABE, É MOGNO BRASILEIRO E PRONTO.
VALOR DAS MUDAS : R$ 3,00

Porque comprar as nossas e não qualquer outra no mercadolivre?
as nossas sao feitas em sacos de 15x35, com terra vermelha, calcario, adubos organicos, casca de pinnus. totalmente diferente de outras que são feitas em tubetes(onde a muda fica fragil demais)
e mal adubadas e cuidadas ao longo do tempo.





qualquer duvida estou aqui amigos do mognobrasil, grande abraço.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Apresento-lhes a nossa nova parceria de negócios!

Olá pessoal, venho apresentar-lhes a nova proposta do Mogno Brasileiro.
a proposta é a seguinte: Conseguir uma parceria com algum proprietário rural afim de plantar 35 hectares de mogno brasileiro irrigado, de forma a vender as partes, onde os investidores irão investir dinheiro e o Sr Orlando(reside em São Paulo com potenciais investidores) irá gerenciar todo o processo, do plantio até a venda final da madeira.
De forma que, como pagamento da terra será plantado 15% ao proprietário da fazenda. O tempo é de 12 anos para o aluguel da terra, que pode ser prorrogado por mais 2 anos dependendo das condições da plantação. O negócio é altamente lucrativo, de forma que o metro cúbico atualmente se encontra na casa dos R$ 3.000,00 de forma que em cada hectare será plantado 600 árvores em 4x4. a receita final é de 1 metro cúbico em média por árvore, totalizando por hectare um lucro bruto de R$ 1,8 milhões. ( esses valores são mínimos, a exemplo de que o valor da madeira vem aumentando 6% ao ano)
Minha participação no negócio é a venda das mudas.
Abaixo são trechos de emails do Sr Orlando:
Como falamos, segue proposta para parceria no plantio de mogno :
"O NEGÓCIO
Vou vender investimento em reflorestamento.
Muitas empresas vêm fazendo isto, com muito sucesso.
Neste negócio, eu planto e cuido do plantio até a hora do corte, qdo o faço, vendo a madeira e o cliente apura o lucro.
Toda a responsabilidade é minha; a ele cabe pagar o investimento.
AS TERRAS
Necessito de terras.
Pretendo uma parceria nos seguintes termos :
a) contrato de arrendamento, por 12 anos, podendo ser prorrogado por mais 1 a 2 anos, a critério das partes ( tenho de me prevenir qto ao desenvolvimento do plantio; permitir que se obtenha um bom rendimento na madeira ); mínimo de 30 hectares, podendo ser aumentado a critério das partes;
b) pagamento do arrendamento com plantio : 15%. Assim, se plantei 20 hec, mais 3 deverei plantar para o parceiro. Em caso de número quebrado, aumenta-se : plantei 50 hec : 50 X 15% = 7,5 hectares. Planto 8 hectares.
c) se utilizado trator, etc., do parceiro, isto deverá ser tratado/cobrado a preços de mercado;
d) da mesma forma se utilizada mão de obra do parceiro. Tudo, em contrato;
e) desconheço o índice de rebrota do mogno, mas se for necessãrio o destoco ao final do plantio, isto corre por conta do parceiro. Terminada a parceria, nenhuma pendência cabe a mim. Afinal, a alta rentabilidade do negócio compensa.
f) teremos uma cláusula estabelecendo que, se em 6 meses, não conseguir ao menos 10 hectares em contrato de plantio, o negócio está desfeito sem nenhuma despesa para as partes. Afinal, o proprietário não pode ficar na minha dependência por toda a vida, se não der certo o negócio.;
g) o contrato obrigará herdeiros e sucessores, para segurança do proprietário e minha ( cláusula bilateral );
h) uma cláusula tradicional de impedimento de venda das terras, deve ser estipulada;
i) deverá havera possibilidade de eu sub-arrendar para 3os. Isto é fundamental, pois é a única forma de fazer negócio com meus clientes. Nesta cláusula, deverá constar que os sub-arrendatários se obrigam em todas as cláusulas deste contrato original ( segurança para o proprietário)
Considerando o final de ano, mesmo se assinado o contrato agora em dez/2010, vamos considerar seu início em jan/2011, pois o ano comercial será mesmo este último.
Por fim, quero dizer que estou muito otimista para o negócio.
Ele é muito rentável para o investidor.
Tenho bom relacionamento comercial aqui em SP, conhecendo gente com muito potencial para este investimento."

O Mogno africano não é nem um pouco interessante pois está sendo atacado por uma praga desconhecida até então, se possivel leia essa reportagem inteira que voce irá entender: http://mognobrasil.blogspot.com/2010/11/noticia-bombastica-sobre-mogno-africano.html
existe também esse artigo em outro site: http://www.mognobrasileiro.com.br/?p=111

Importantíssimo lembrar que o mogno brasileiro pode ser atacado pela broca, mas com os defensivos do Sr Antonio Serrati( pioneiro em minas com o mogno) a broca nao ataca as árvores de maneira alguma, prova disto é a sua propria fazenda, que, possui cerca de 12500 arvores de mogno brasileiro sem nenhuma broca e em segurança, eu ja conversei com ele e ele me convidou para visitar a propriedade e me ensinar tudo para que nao seja atacada também a plantação dos investidores e também a minha particular.
Por fim deixo meu telefone de contato, 34 99714210, e agradeço imensamente a atenção dos senhores para o negócio. Grande abraço, João Gabriel.
Qualquer dúvida, estamos aqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

NOTICIA BOMBASTICA SOBRE MOGNO AFRICANO!

Ataque de pragas nos pés de Mogno Africano - Khaya ivorensis em todo o Brasil!


PESQUISADOR DESCONHECE A PRAGA DO KHAYA IVORENSIS

De acordo com as quatro fotos mostradas abaixo, é possível ver a madeira deformada. A mariposa coloca seus ovos a noite que eclodem durante a noite; a sua lagarta fura e acaba atingindo a madeira e esta reage soltando uma gosma para fora do tronco.

A partir disso que surge o fungo que vai corroendo toda a casca do tronco, dificultando a seiva elaborada a não descer e começando a deformação da madeira. Dessa forma a madeira perde o seu grande valor comercial, já que ninguém compra madeira deformada.




Foto 01 - Pé de Khaya ivorensis atacado por praga: Foto 02 - Pé de Khaya ivorensis atacado por praga:
Praga em pé de Mogno Africano Praga em pé de Mogno Africano
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Aviso sobre ataque de pragas nos pés de Khaya ivorensis

Atualmente no Brasil todas as plantações de Khaya ivorensis são atacados por um grande número de pragas.

Para maiores detalhes colocamos a disposição uma foto tirada recentemente da plantação de Khaya ivorensis atacada por pragas.

As fotos foram tiradas em nossa propriedade.

Fonte: www.ufs.br


Foto 03 - Mariposa que ataca o Mogno Africano Khaya ivorensis a partir do terceiro ano e meio:
Foto 04 - Pé de Khaya ivorensis atacado por praga:

mariposa

Nas imagens abaixo é possível analisar o furo feito pela largata acima, nos pés de Khaya ivorensis. Quando chega a sair esta gosma para fora é porque a largata chegou a furar a madeira.

É no período da chuva que o fungo prolifera e vai corroendo toda casca, dificultando a seiva a descer, e é a partir desse momento que começa a deformação da madeira; como é possível verificar nas fotos dessa página.

Viveiristas e pesquisadores para enganar os produtores chegam a alegar que isso se trata de cancro cortex, dizendo que é apenas estético. O que não é verdade!

É possível pesquisar na internet sobre o assunto e analisar que isso é totalmente diferente ao ataque de praga nos pés de Khaya ivorensis. É possível ler mais a respeito do cancro em árvores nesse artigo:
http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo19.pdf

Fonte do artigo: ESALQ USP


Foto 05 - Furo em pé de Khaya ivorensis:
Furo da mariposa

Foto 07 - Ataque de praga em pé de Khaya ivorensis:
Furo da mariposa
Praga em pé de Mogno Africano

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Foto 06 - Furo feito pela mariposa em pé de Khaya ivorensis:


Furo da mariposa

Conheça estes pés de Khaya ivorensis
Caso tenha interesse em conhecer pessoalmente estes pés acima e outros na mesma situação, posso passar o contato do proprietário da fazenda.

É de extrema importância que as pessoas tenham o conhecimento do que ocorre com o Khaya ivorensis, permitindo assim um maior compartilhamento das informações a respeito da espécie.